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Estatísticas do Palmeiras: o que esperar do Verdão em 2026?

O Palmeiras viveu um 2025 de muitos “quases”: bateu na trave em decisões, como as finais da Libertadores e do Campeonato Paulista, terminou o Brasileirão na 2ª colocação e ainda sofreu quedas precoces, como na Copa do Brasil. Em Apostas em Futebol, esse tipo de campanha diz muito mais do que só o resultado final.

Para entender por que a temporada terminou sem taças, o caminho é olhar para os indicadores: quanto o Verdão criou, o que converteu, onde sofreu, quais fases pesaram e que sinais ficaram nos números de ataque, passe e defesa.

Com os dados organizados — e somando as mudanças de elenco — fica mais fácil projetar o que pode se repetir e o que tende a mudar em 2026.

A seguir, você confere o raio-x completo do Alviverde paulista.

Resumo da temporada do Palmeiras em 2025

Se a palavra “quase” definiu 2025, o caminho até ela ajuda a explicar o porquê. O Palmeiras começou o ano investindo alto no elenco, com uma reformulação que trouxe nomes como Ramón Sosa, Facundo Torres, Emiliano Martínez, Lucas Evangelista e Micael.

As manchetes, porém, ficaram por conta de duas contratações de peso: Paulinho, por 18 milhões de euros (cerca de R$ 115 milhões na cotação da época), e Vitor Roque, por 25,5 milhões de euros — a maior contratação da história do Palmeiras.

No total, a equipe fechou 2025 com 76 jogos, 45 vitórias, 16 empates e 15 derrotas, além de 131 gols marcados e 61 sofridos. O aproveitamento foi de 66%, mas sem levantar taças — e é esse contraste que dá o tom da temporada.

O primeiro golpe veio cedo no Campeonato Paulista. Na final contra o Corinthians, o Palmeiras perdeu no Allianz e empatou sem gols na volta, com um pênalti desperdiçado por Raphael Veiga.

Mesmo assim, o time não descarrilou. Entre Brasileirão e Libertadores, sustentou ritmo alto por longos trechos e se manteve como protagonista nas duas frentes.

Houve também um recorte internacional na Copa do Mundo de Clubes. O Verdão avançou em um grupo competitivo, passou pelo Botafogo na prorrogação com gol decisivo de Paulinho, mas caiu para o Chelsea nas quartas.

Esse jogo, inclusive, marcou despedidas e mudanças no elenco no meio do ano, como a saída de Estêvão e a negociação de Richard Ríos.

A virada emocional mais pesada, porém, veio na Copa do Brasil — e de novo contra o Corinthians. As derrotas nas oitavas (1 a 0 fora e 2 a 0 no Allianz) deixaram o time no limite e expuseram o quanto partidas decididas no detalhe pesaram.

O Brasileirão ainda teve reação e um período de alta da dupla Flaco López e Vitor Roque. Mas a reta final cobrou seu preço: o Palmeiras alternou momentos de força com oscilações em sequência, perdeu terreno e fechou com 76 pontos, uma pontuação altíssima para um vice-campeão.

O “quase” ganhou o capítulo final na Libertadores, na decisão contra o Flamengo. A atuação foi travada, com baixo volume ofensivo, e o Palmeiras perdeu por 1 a 0.

O saldo de 2025, portanto, foi o de um Palmeiras competitivo, mas que oscilou justamente nos momentos decisivos. Com Abel mantido e renovado, 2026 começa com uma pergunta prática: o que foi circunstância de mata-mata e o que foi tendência de desempenho?

É isso que os números ajudam a separar a seguir.

Como está o elenco do Palmeiras em 2026?

O Palmeiras começa 2026 com grande parte da base mantida em relação à temporada passada. Ao mesmo tempo, o elenco já entrou em modo “movimento”: algumas saídas foram confirmadas, outras negociações seguem em andamento e a reposição ainda caminha em ritmo mais lento.

Mudanças no elenco do Palmeiras em 2026

Até o momento, a única chegada confirmada é a do volante Marlon Freitas (ex-Botafogo). Nos bastidores, o clube segue monitorando nomes como Thiago Almada, Jhon Arias, Nino e Igor Julio, mas sem avanço oficial — e, no caso do Almada, o próprio jogador já indicou que deve permanecer no Atlético de Madrid neste momento.

Pelo lado das saídas, quatro movimentos já foram tratados como concluídos: Weverton (Grêmio), Aníbal Moreno (River Plate), Micael (Inter Miami) e Facundo Torres (Austin FC). Além disso, o mercado ainda pode mexer em outras frentes: Raphael Veiga aparece em rumores envolvendo o América-MEX.

A base também entrou no radar. O zagueiro Pimenta é citado como alvo de clubes da Europa, e o atacante Luighi desperta interesse, inclusive no futebol brasileiro.

A seguir, a lista do elenco atual do Palmeiras:

  • Goleiros: Carlos Miguel (27), Marcelo Lomba (39), Aranha (20);
  • Zagueiros: Murilo (28), Bruno Fuchs (26), Gustavo Gómez (32), Luis Benedetti (19);
  • Laterais-esquerdos: Joaquín Piquerez (27), Jefté (22), Arthur Gabriel (20);
  • Laterais-direitos: Agustín Giay (22), Khellven (24);
  • Volantes: Emiliano Martínez (26), Marlon Freitas (30), Luis Pacheco (17);
  • Meias centrais: Lucas Evangelista (30), Figueiredo (19), Larson (20);
  • Meias ofensivos: Andreas Pereira (30), Mauricio (24), Raphael Veiga (30);
  • Pontas (esq./dir.): Paulinho (25), Ramón Sosa (26), Bruno Rodrigues (28), Riquelme Fillipi (19), Allan (21), Felipe Anderson (32), Vitinho (22);
  • Centroavantes: Vitor Roque (20), José Manuel López (25), Luighi (19).

Valor de mercado do elenco do Palmeiras

No levantamento de mercado e de acordo com o site especialista de futebol TransferMarkt, o Palmeiras segue em um patamar alto: o elenco aparece avaliado em € 209,88 milhões. Esse número não garante desempenho por si só, mas ajuda a dimensionar a força do grupo e o quanto o clube ainda tem margem para recompor o elenco. 

A seguir, o foco passa para o desempenho individual e os números de 2025.

Quem foi o melhor jogador do Palmeiras em 2025?

Em uma temporada em que o Palmeiras passou por cinco competições, o “melhor jogador” muda conforme o comparativo e as notas do Sofascore ajudam a deixar isso bem objetivo. Em vez de um único nome, 2025 mostrou destaques diferentes por torneio, com atletas assumindo protagonismo em momentos específicos.

No Campeonato Paulista, os melhores índices ficaram com Mauricio (7,50), Raphael Veiga (7,39) e Richard Ríos (7,29). Já na Copa do Mundo de Clubes, os números apontam Richard Ríos (7,32), Marcos Rocha (7,30) e Paulinho (7,24) como os jogadores com melhores médias.

No Brasileirão, os maiores números apareceram entre os goleiros e a liderança defensiva: Carlos Miguel (7,80), Marcelo Lomba (7,43) e Gustavo Gómez (7,25). Na Copa do Brasil, o destaque foi Estêvão, com dois gols na campanha. Por fim, na Libertadores, os melhores desempenhos por nota foram de Micael (7,58), Gustavo Gómez (7,30) e José Manuel López (7,29).

Estatísticas Ofensivas do Palmeiras em 2025

Média de Gols

O Palmeiras teve uma produção ofensiva consistente em praticamente todas as frentes: foram 131 gols em 76 partidas, uma média de 1,7 gol por jogo na temporada. E os números por competição deixam isso bem claro:

  • Paulista: 25 gols em 16 jogos (1,6 gol/jogo);
  • Copa do Mundo de Clubes: 6 gols em 5 jogos (1,2 gol/jogo);
  • Brasileirão: 66 gols em 38 jogos (1,7 gol/jogo);
  • Copa do Brasil: 4 gols em 4 jogos (1 gol/jogo);
  • Libertadores: 30 gols em 13 jogos (2,3 gols/jogo).

Artilharia

Em 2025, o Palmeiras teve um principal finalizador: Flaco López terminou como artilheiro da equipe, com 25 gols. Em seguida aparece Vitor Roque, com 19, enquanto Estêvão completa o top 3 com 12.

Logo atrás, a produção ficou bem distribuída: Mauricio e Facundo Torres empataram com 10 gols, e Raphael Veiga fechou a lista com 7. Vale destacar que Estêvão e Facundo Torres não fazem mais parte do elenco e o Palmeiras deve buscar novas alternativas para manter o nível de produção ofensiva.

Essas métricas também reforçam um ponto importante do Verdão: o time teve um goleador claro, mas também contou com fontes variadas de gol ao longo do ano, sem ficar refém de um único nome para decidir. Se o clube mantiver o encaixe entre os principais finalizadores, a tendência é seguir com gols espalhados entre várias peças.

Frequência de Gols

Se em 2025 o Palmeiras teve volume, este dado ajuda a entender quem transformou presença em gol com mais regularidade. Entre os jogadores que seguem no elenco em 2026, Flaco López foi o nome mais constante na hora de balançar as redes: precisou de 151 minutos para marcar. Logo atrás aparece Vitor Roque, com 192 minutos por gol.

Mais adiante, a frequência cai, mas ainda aponta peças capazes de aparecer em momentos decisivos. Mauricio precisou de 307 minutos para marcar, enquanto Raphael Veiga fecha a lista com 360 minutos por gol. Esses números levam em conta a média de minutos por gol considerando todas as competições disputadas em 2025.

Finalizações

Em volume de chute, o Palmeiras foi um time que raramente ficou sem produzir. Os números por competição mostram isso:

  • Paulista: 17,1 finalizações por jogo (5,8 certas);
  • Mundial: 15,2 finalizações por jogo (4 certas);
  • Brasileirão: 15,4 finalizações por jogo (5,6 certas);
  • Libertadores: 15,7 finalizações por jogo (6,2 certas).

Vale notar a incidência de bolas na trave: 4 no Paulista, 6 no Brasileirão e 8 na Libertadores. Em um ano decidido no detalhe, esse tipo de dado ajuda a contextualizar partidas em que a eficiência ficou por um lance.

xG

O Expected Goals (xG) estima a qualidade das chances e, aqui, o recorte considera Brasileirão e Libertadores, competições em que o Sofascore disponibiliza esses indicadores. No Palmeiras em 2025, Flaco López liderou no quesito, com 9,25, seguido de perto por Vitor Roque, com 9,06.

Na sequência, aparecem Mauricio (2,39) e Raphael Veiga (2,02) — números que reforçam um padrão do Verdão: a maior parte do xG ficou concentrada nos homens de área, enquanto os meias contribuíram mais como suporte e chegada complementar. 

Estatísticas de Passe do Palmeiras em 2025

Assistências

O Palmeiras terminou 2025 com alto volume de passes para gol ao longo das competições. Entre os jogadores, Raphael Veiga foi o principal garçom da equipe, com 12 assistências, seguido por Mauricio, com 11. Também apareceram com frequência no último passe: Flaco López somou 7 assistências, enquanto Vitor Roque fechou o ano com 5.

No geral, o Verdão registrou 44 assistências no Brasileirão, 18 no Paulista, 20 na Libertadores e 4 na Copa do Mundo de Clubes.

Média de Assistências

Quando você transforma esses números em média por jogo, o padrão fica ainda mais claro:

  • Brasileirão: 44 assistências em 38 jogos (1,2 por partida);
  • Paulista: 18 em 16 (1,1 por partida);
  • Libertadores: 20 em 13 (1,5 por partida);
  • Mundial: 4 em 5 (0,8 por partida).

xA

A estatística de assistências esperadas (xA) aparece apenas no Brasileirão e na Libertadores neste guia, por serem os dados disponíveis no Sofascore. Quem lidera o xA é Mauricio (2,18), seguido por Flaco López (1,92) e Vitor Roque (1,68). Raphael Veiga aparece na sequência, com 1,38. O levantamento é interessante porque mostra que, além do peso na finalização, o ataque também gerou perigo por criação: até nomes mais associados ao gol, como Flaco e Vitor Roque, aparecem bem.

Posse de Bola e Média de Passes

O Verdão alternou momentos de controle com momentos mais pragmáticos, mas manteve eficiência alta no passe. No Brasileirão, por exemplo, teve 52,3% de posse, com 338 passes certos por jogo e 82,9% de acerto.

Já no Paulista, o controle foi ainda mais evidente: 56,3% de posse, 358 passes certos por jogo e 83,8% de acerto. No Mundial, o cenário mudou: a posse caiu para 44%, mas o time manteve nível semelhante de acerto (82,4%). Na Libertadores, a posse ficou em 50,5%, com 79% de acerto, refletindo jogos mais duros e com mais pressão na execução.

Passes Certos e Decisivos

No terço final, o Palmeiras manteve presença constante, o que ajuda a explicar o volume ofensivo da temporada. No Paulista, foram 195 passes certos no terço final por jogo (72,9%); no Brasileirão, 170 (71,7%); e na Libertadores, 149 (68,1%).

Nas bolas longas, o desempenho variou: 26,8 por jogo no Paulista (59,1%), 22,7 no Brasileirão (56,4%) e 23,8 na Libertadores (51,8%). Já os cruzamentos certos foram 6 no Paulista (24,9%), 5,4 no Brasileirão (26,2%), 6,8 no Mundial (26,2%) e 6,2 na Libertadores (36,5%) — números que mostram o quanto o Verdão usou amplitude e bola na área, especialmente no mata-mata continental.

Estatísticas de Defesa do Palmeiras em 2025

Clean Sheets e Gols Sofridos

Os jogos sem sofrer gols mostram consistência e ajudam a medir o “piso” defensivo do Verdão ao longo do ano:

  • Paulista: 7 clean sheets e 11 gols sofridos (0,7 por jogo);
  • Copa do Mundo de Clubes: 3 clean sheets e 4 gols sofridos (0,8 por jogo);
  • Brasileirão: 15 clean sheets e 33 gols sofridos (0,9 por jogo);
  • Copa do Brasil: 2 clean sheets e 3 gols sofridos (0,8 por jogo);
  • Libertadores: 7 clean sheets e 10 gols sofridos (0,8 por jogo).

Desarmes, Interceptações e Cortes

Nos indicadores de “trabalho sem bola”, o Palmeiras manteve números altos durante a temporada — com variações naturais conforme o tipo de jogo e o nível do adversário:

  • Paulista: 18,6 desarmes, 9,3 interceptações e 17,4 cortes por partida;
  • Brasileirão: 16,9 desarmes, 7,4 interceptações e 21,2 cortes por partida;
  • Libertadores: 13,8 desarmes, 8,5 interceptações e 27,6 cortes por partida.

Cartões Amarelos e Vermelhos

A disciplina do Palmeiras variou por competição, mas o recorte do Brasileirão se destaca pela quantidade de expulsões:

  • Paulista: 1,4 amarelo por jogo e 1 vermelho;
  • Copa do Mundo de Clubes: 2,4 amarelos por jogo e 1 vermelho;
  • Brasileirão: 2 amarelos por jogo e 5 vermelhos;
  • Copa do Brasil: 2,5 amarelos por jogo e 2 vermelhos;
  • Libertadores: 2,1 amarelos por jogo e 0 vermelhos.

Em uma temporada de 76 partidas, cartões não são só um “dado de disciplina”: eles mexem em leitura de jogo e alteram roteiro de partidas.

Estatísticas de Goleiros do Palmeiras em 2025

Os números de goleiros ficam mais claros quando você cruza defesas por jogo com clean sheets. Em 2025, o Palmeiras exigiu menos no Paulista e aumentou o volume de trabalho no Brasileiro e na Libertadores — mesmo mantendo médias defensivas baixas.

  • Paulista: 1,7 defesas por jogo;
  • Copa do Mundo de Clubes: 2,6 defesas por jogo;
  • Brasileirão: 2,9 defesas por jogo;
  • Libertadores: 2,9 defesas por jogo.

Com 15 clean sheets no Brasileirão e 7 na Libertadores, essas informações apontam um time que controlou bem o risco, mas que, quando precisou, teve o goleiro participando mais, especialmente nos torneios de maior exigência e em jogos com mais finalizações do adversário.

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Depois de olhar o Palmeiras por números — produção ofensiva, criação, consistência defensiva e rendimento por competição — dá para acompanhar 2026 com mais contexto e menos “achismo”. Ainda assim, vale reforçar: dado ajuda a ler tendência, mas não transforma jogo em certeza.

Aposta pode ser entretenimento, mas também traz riscos reais. Se a aposta gera ansiedade ou começa a ocupar espaço demais no dia a dia, o melhor caminho é parar e reavaliar. Defina limites claros de tempo e orçamento e nunca use dinheiro que pode fazer falta.

Trate apostas como diversão — nunca como investimento ou fonte de renda. No Brasil, as apostas esportivas são liberadas e operam sob regras específicas, como a Portaria MESP nº 125, de 30 de dezembro de 2024. Para aprofundar o seu conhecimento sobre mercados, regras e riscos, você também pode consultar a Enciclopédia de Apostas Esportivas da Blaze

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