Ginástica nos Jogos Olímpicos de 2024: modalidades, regras e tudo o que você precisa saber!
Ginástica Artística, Rítmica e de Trampolim e Levantamento de Peso são algumas das modalidades mais tradicionais do cronograma olímpico. Confira nosso guia completo da Ginástica nos Jogos Olímpicos de 2024!
É tradição e provas que são o auge da resistência física, determinação e arte que você deseja? A Ginástica nos Jogos Olímpicos de 2024 é o tipo de esporte que tem tudo isso! São três provas como Ginástica Artística, Ginástica Rítmica e Ginástica de Trampolim 一 embora o Levantamento de Peso também tenha os mesmos princípios!
Com origens na antiguidade e aplicações militares, educacionais e até religiosas antes de virarem esportes, as quatro modalidades mostrarão a nata da potência física em Paris. E, é claro, são oportunidades para os apostas esportivas aproveitarem da emoção com ainda mais intensidade.
Quer saber mais sobre cada categoria? Preparamos este guia completo com todas as informações que você precisa saber. Então vista seu uniforme, prepare sua apresentação e continue a leitura!
A origem da ginástica
Criada na Grécia Antiga, a Ginástica consiste na prática de movimentos físicos e trabalhar a força, a coordenação motora e a flexibilidade do atleta 一 assim trazendo aperfeiçoamento físico e mental. Traduzido do grego gymnastiké, o nome da modalidade significa arte de exercitar o corpo.
Inicialmente, a Ginástica era praticada pelos militares nos treinamentos em exercícios de acrobacia e montar nos cavalos. Ela também servia como culto aos deuses do panteão grego neste momento. Já o Império Romano passou a usá-la exclusivamente para treinamento militar, com a Idade Média deixando a prática de lado.
Foi no final do Século XVIII que a Ginástica foi retomada, com Jean-Jacques Rousseau sendo pioneiro deste retorno tanto no âmbito militar quanto esportivo. Em seguida, a criação da escola alemã encabeçada por Friedrich Ludwig Jahn focou nos movimentos lentos, com flexibilidade, força e ritmos, enquanto a Pehr Henrik Ling foi responsável pela escola sueca, focada no aprimoramento físico para a prática desportiva.
Com o crescimento da modalidade, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) foi criada em 1881 para organizar competições. Isso foi próximo do retorno dos Jogos Olímpicos na Era Moderna, em 1896, evento no qual a Ginástica e suas categorias vem sendo presença frequente.
A seguir, explicaremos cada variante da Ginástica presente nos Jogos Olímpicos de 2024!
Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de 2024
Conhecida como Ginástica Olímpica em alguns países, a Ginástica Artística é uma modalidade esportiva que mistura habilidades físicas com a expressão artística, sendo um esporte conhecido pela sua elevada exigência física e psicológica.
Sua origem remete à fundação do primeiro clube focado em Ginástica em 1811, em Berlim. O professor alemão Friedrich Ludwig Jahn criou regras, aparelhos e o sistema de exercícios Die Deutsche Turnkunst 一 traduzido do alemão, significa arte gímnica. Mas ele não é o único pai da Ginástica Artística, com o sueco Pehr Henrik Ling criando um sistema focado no exercício coletivo e no ritmo. Ambos os métodos se uniram para criar a Ginástica Artística, que é uma das principais modalidades olímpicas.
A história da Ginástica Artística nas Olimpíadas
Entre as modalidades mais presentes nas Olimpíadas Modernas, a Ginástica Artística está no evento desde a primeira edição. Atenas 1986 contou com competições Masculinas, tendo oito provas individuais diferentes como cavalo com alças, argolas, salto e escalada de corda. Além disso, as de barras fixas e paralelas também contavam com torneios para equipes.
Os Jogos Olímpicos de Amsterdã de 1928 contaram com a introdução dos eventos Femininos, o que representou um marco na história do esporte. Mulheres começaram apenas com provas em equipes, tendo suas primeiras competições individuais em Helsinque 1952.
A Ginástica Artística foi evoluindo em suas rotinas e equipamentos, com a incorporação de aparelhos mais complexos no passar dos anos. Entre eles estão as barras assimétricas, cavalo com alças e provas no solo, que trouxeram um nível de complexidade e espetáculo ainda maiores às competições.
A partir de então, a ginástica viu crescer sua popularidade e competitividade, especialmente com feitos históricos como os da romena Nadia Comaneci. Em 1976 ela se tornou a primeira atleta a conseguir um 10 perfeito nos Jogos Olímpicos.
Desde então, a ginástica artística tem sido um cenário de grandes momentos esportivos e recordes. As competições atraem uma audiência global e se tornaram um dos eventos mais esperados de cada Olimpíada.
Modalidades de Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de 2024
O emblemático Parque de la Villette simboliza a fusão entre esporte e arte e, por isso, é o palco ideal para as provas de Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de Verão de 2024. Com a icônica Torre Eiffel de pano de fundo, o espetáculo visual celebrará a cultura e beleza dos ginastas em 14 eventos 一 Masculinos e Femininos, com provas em Equipes para ambos os gêneros.
Confira a seguir todos os eventos de Ginástica Artística em Paris 2024:
- Argolas: Atletas ficam suspensos e seguram duas argolas, realizando movimentos durante a apresentação. Disponível em provas de ambos os gêneros, ela exige força, balanço e equilíbrio, com o ginasta ficando em uma posição por dois segundos;
- Cavalo com Alças: Com apenas a categoria Masculina nos Jogos Olímpicos, os ginastas sobem no cavalo, que é um aparelho com alças de 1.05m x 1.6m de comprimento, e devem fazer movimentos circulares e contínuos. Além disso, apenas a mão pode encostar no cavalo;
- Barras Assimétricas: Nesta prova para apenas ginastas mulheres, barras com comprimento de 2.4 metros são posicionadas de maneira assimétrica. Enquanto uma delas tem uma altura de 2.36 metros do solo, a outra está a 1.57 metros. Assim, as atletas devem fazer acrobacias como giros, mortais e piruetas;
- Barra Fixa: Única para a categoria Masculina, o atleta deve usar uma barra fixa a 2.55 metros do solo para fazer movimentos aéreos como mortais e saltos;
- Barras Paralelas: Exclusivamente Masculina, consiste na realização de giros usando as mãos. Nela, duas barras de 1.75 metros de altura são posicionadas paralelamente, testando a força e o equilíbrio dos ginastas;
- Salto: Ginastas devem usar um trampolim para saltar sobre uma mesa, com aspectos como a corrida, velocidade, impulsão, contato, aterrissagem e precisão sendo avaliados. Enquanto a prova Masculina consiste em saltos com uma altura de 1.35m, eles são de 1.1m na Feminina;
- Solo: É uma apresentação dentro de uma área de 12 m² e está disponível para ambos os gêneros. Cada atleta tem entre 50 e 70 segundos para fazer movimentos como saltos, corridas e giros e, no caso da Feminina, contam com música de fundo.
Além dessas provas específicas, Paris 2024 terá os eventos Individuais Gerais disponíveis para ambos os gêneros. Elas consistem no ginasta realizar exercícios em todos os aparelhos disponíveis nos Jogos Olímpicos. Já as provas com Equipes possuem a mesma dinâmica, com cada país tendo cinco atletas e escolhendo três para atuarem em cada equipamento.
Todas as competições de Ginástica Artística nas Olímpiadas de 2024 contam com uma fase eliminatória, onde os ginastas competem para assegurar a classificação. Em seguida, as finais contarão com os melhores atletas brigando pelas medalhas de Ouro, Prata e Bronze.
Calendário da Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de 2024
As competições de Ginástica Artística durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024 acontecerão entre 29 de Julho e 5 de Agosto. Afinal, são um total de 14 competições no maior evento esportivo do planeta.
Confira a seguir o calendário completo da Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de 2024:
Argolas Masculinas
- 4 de Agosto: Final
Barras Assimétricas Femininas
- 4 de Agosto: Final
Barra Fixa Masculina
- 5 de Agosto: Final
Barras Paralelas Masculinas
- 5 de Agosto: Final
Cavalo com Alças Masculino
- 3 de Agosto: Final
Equipes Femininas
- 30 de Julho: Final
Equipes Masculinas
- 29 de Julho: Final
Individual Geral Feminino
- 1º de Agosto: Final
Individual Geral Masculino
- 31 de Julho: Final
Salto Feminino
- 3 de Agosto: Final
Salto Masculino
- 4 de Agosto: Final
Solo Feminino
- 5 de Agosto: Final
Solo Masculino
- 3 de Agosto: Final
Trave Feminina
- 5 de Agosto: Final
Que países participarão da Ginástica Artística nas Olimpíadas 2024
Assim como outros esportes, a Ginástica Artística teve um longo processo para definir as vagas aos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Serão um total de 190 ginastas de 51 países que conseguiram se classificar através dos campeonatos continentais.
A lista completa de nações no evento consiste em África do Sul, Alemanha, Argélia, Armênia, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Cazaquistão, Taipei, Chipre, Colômbia, Croácia, Egito, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Grã-Bretanha, Grécia, Haiti, Hong Kong, Hungria, Indonésia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Jordânia, Lituânia, México, Nova Zelândia, Países Baixos, Panamá, Portugal, Síria, Coreia do Sul, República Dominicana, Irã, China, Coreia do Norte, Romênia, Suíça, República Tcheca, Turquia, Ucrânia e Uzbequistão.
Já as nações classificadas às provas de equipes para ambos os gêneros são Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá, Japão, China, Países Baixos e Itália. O evento Feminino contará também com Brasil, Austrália, Romênia, França e Coreia do Sul, enquanto o Masculino também terá Alemanha, Ucrânia, Turquia, Suíça e Espanha.
Maiores medalhistas olímpicos de Ginástica Artística
Por ser uma das modalidades presentes desde a primeira edição da Era Moderna dos Jogos Olímpicos, a Ginástica Artística é repleta de história neste mais de um século de participação no evento. A União Soviética é a principal potência do esporte, com um total de 182 medalhas 一 29 Ouros, 21 Pratas e 19 Bronzes.
Com a dissolução dos soviéticos em 1991, ainda demorará para eles serem alcançados. Os Estados Unidos são o país mais perto, com um total de 10 medalhas. São 39 Ouros, 44 Pratas e 37 Bronzes, os colocando como país ainda existente com mais medalhas. Em seguida estão Japão e China com, respectivamente, 103 e 69 medalhas.
Confira a seguir os principais medalhistas olímpicos de Ginástica Artística:
Ginástica Artística Feminina
Medalhas de Ouro:
- União Soviética: 33
- Romênia: 24
- Estados Unidos: 14
Medalhas de Prata:
- União Soviética: 29
- Estados Unidos: 20
- Romênia: 16
Medalhas de Bronze:
- União Soviética: 26
- Romênia: 22
- Estados Unidos: 14
Ginástica Artística Masculina
Medalhas de Ouro:
- União Soviética: 39
- Japão: 31
- Estados Unidos: 23
Medalhas de Prata:
- União Soviética: 38
- Japão: 33
- Estados Unidos: 22
Medalhas de Bronze:
- Japão: 33
- Estados Unidos: 21
- União Soviética: 17
Atletas de Ginástica Artística com mais medalhas olímpicas
- Simone Biles (Estados Unidos): Considerada uma das maiores ginastas da história, a norte-americana tem sete Ouros e um Bronze nos Jogos Olímpicos e estará em Paris;
- Larisa Latynina (União Soviética): Icônica pelo desempenho nas Olimpíadas de 1956 e 1960, a soviética tem seis Ouros e três Pratas;
- Kohei Uchimura (Japão): Conhecido por sua técnica impecável, o japonês conquistou três medalhas de Ouro, duas de Prata e duas de Bronze e se aposentou em 2022 como um dos maiores da história;
- Nadia Comăneci (Romênia): Lendária ginasta que conseguiu o primeiro 10 perfeito em 1976, a romena totaliza cinco Ouros, três Pratas e um Bronze.
Curiosidades sobre a Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos
Chegou aquela hora que muitos adoram: a de apresentar algumas curiosidades da longa história da Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos. Presente em todas as edições da Era Moderna e distribuindo um total de 1.018 medalhas, a modalidade conta com alguns fatos marcantes.
Confira a seguir as principais histórias curiosas sobre a Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos:
1. A Ginástica Artística é uma das modalidades mais exigentes física e psicologicamente
Apesar das modalidades de Ginástica serem populares, elas oferecem alguns riscos aos atletas 一 tanto físicos quanto psicológicos. Qualquer erro pode gerar acidentes com grandes repercussões 一 como foi o caso de Elena Mukhina, que ficou tetraplégica ao errar um salto e encerrou uma promissora carreira.
Na Ginástica Artística, um caso emblemático foi o da norte-americana Julissa Gomez, que começou a representar os Estados Unidos antes dos 15 anos e era a favorita à medalha de Ouro em Seul 1988. No entanto, ela também se acidentou antes das Olimpíadas ao errar o Salto Yurchenko 一 que consiste em pular de costas para o cavalo e realizar piruetas.
O pé de Gomez escapou da plataforma e ela bateu a cabeça no cavalo. A velocidade do impacto a fez ficar paralisada do pescoço para baixo, entrando em coma. A atleta ficou três anos em estado vegetativo e morreu em 1991.
Sua compatriota Christy Henrich não se acidentou treinando, mas sentiu na pele outro aspecto perigoso da Ginástica de Trampolim: a enorme pressão exercida sobre as ginastas, principalmente no que diz respeito ao peso.
Pressionada devido ao peso por árbitros e treinadores, Henrich começou a fazer dietas agressivas e ficou com anorexia nervosa. Perdendo a força para treinar, ela foi demitida da equipe e chegou a pesar apenas 21 kg. Ela morreu de falência múltipla dos órgãos quando tinha apenas 22 anos, o que abreviou a carreira de outra promessa do esporte.
Por isso, não é de se assustar que Simone Biles, com quatro medalhas de Ouro e uma de Bronze, pediu licença da final individual em Tóquio 2020. Considerada uma das maiores ginastas da história, a norte-americana trouxe o debate sobre a saúde mental no esporte à tona ao se licenciar para cuidar do emocional.
2. A medalhista que competiu machucada
Assim como todos os esportes olímpicos, a Ginástica Artística é marcada por histórias de superação. Kerri Strug que o diga, já que ela representou os Estados Unidos em Atlanta 1996 com o tornozelo torcido e conseguiu vencer apesar da lesão.
Durante sua apresentação, a norte-americana teve como momento mais emblemático a aterrissagem em um pé só na prova de Salto, caindo no chão em seguida. Depois de se sagrar vencedora da medalha de ouro, ela precisou ser carregada até o pódio por suas colegas da equipe dos Estados Unidos.
3. O recorde de participações na Ginástica Artística olímpica quase foi ampliado em 2024
Oksana Chusovitina é a atleta de Ginástica Artística com mais participações nos Jogos Olímpicos: sete. Curiosamente, a uzbeque participou do evento por três países diferentes: defendeu a Equipe Unificada em 1992, a Alemanha em 2008 e 2012 e o Uzbequistão em 1996, 2004, 2016 e 2020.
Quase que ela aumentou o seu recorde para oito aparições olímpicas. Aos 48 anos, Chusovitina anunciou em maio que não teria condições de participar do Campeonato Asiático de Ginástica Artística após sofrer uma lesão 一 ficando sem vaga pela primeira vez em três décadas.
Aposte em Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de 2024 na Blaze
Pois é: outrora conhecida como Ginástica Olímpica, a modalidade mais tradicional que veremos em Paris é repleta de beleza, arte e movimentos intensos. Isso a torna um espetáculo imperdível, independentemente de qual prova você prefira. Agora que dá para planejar os seus palpites com maior conhecimento, dê uma olhada na página de apostas de Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de 2024!
Ginástica Rítmica nos Jogos Olímpicos de 2024
Criada no início do Século XX com o nome de Ginástica Moderna, a modalidade é uma mistura de técnicas de movimentos e terapias de relaxamento e respiração. Assim, a Ginástica Rítmica é um espetáculo que combina elegância, precisão e muita habilidade.
Entre as poucas modalidades disputadas apenas por mulheres, as atletas realizam movimentos fluídos e usam fitas, arcos, bolas e maças para criarem apresentações de tirar o fôlego. Existem provas individuais e com equipes de cinco ginastas, com apresentações de 75 a 90 segundos.
A história da Ginástica Rítmica nos Jogos Olímpicos
Popularizada a partir da Segunda Guerra Mundial, a Ginástica Rítmica começou sua história olímpica em Londres 1948. Na ocasião, as competições de Ginástica Artística participaram de dois eventos de Ginástica Moderna: um com a escolha de um aparelho e outro contando com as mãos livres e música.
Quatro anos depois, a Liga Internacional de Ginástica Moderna foi fundada para promover competições e demonstrações da modalidade 一 ajudando a torná-la ainda mais disseminada. Nos Jogos de Helsinque, em 1952, ela foi incluída como esporte de demonstração, sem valer medalhas.
Já 1962 marcou o reconhecimento da Ginástica Moderna como uma modalidade independente no 41º Congresso da Federação Internacional de Ginástica, com a realização do primeiro Campeonato Mundial em 1963 一 com o esporte sendo rebatizado de Ginástica Rítmica Moderna.
Em crescimento, a modalidade estreou nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Inicialmente eram apenas provas individuais, com a canadense Lori Fung sendo a primeira medalhista de Ouro. Doze anos depois, em Atlanta 1996, as disputas em equipes foram adicionadas 一 estreando com a Espanha sendo campeã.
Modalidades de Ginástica Rítmica nos Jogos Olímpicos
Desde sua inclusão nos Jogos Olímpicos, a Ginástica Rítmica conta com duas categorias em Paris 2024: Individual e Equipes, ambas Femininas. Atletas podem escolher equipamentos como fita, arco, bola e maça 一 com a corda sendo o único a ficar de fora dos eventos olímpicos.
Além disso, todos os eventos contam com música de fundo, podendo ser instrumental ou até com canto. Por se tratar de um esporte onde o ritmo está até no nome, ela é uma parte essencial do espetáculo.
Todas as rotinas da Ginástica Rítmica são avaliadas em três quesitos: Dificuldade (D), Artístico (A) e Execução (E). Todas as notas são somadas e usadas para definir a classificação do evento.
Confira a seguir as diferenças entre as duas categorias de Ginástica Moderna:
Ginástica Rítmica Individual
Como diz o nome, as ginastas se apresentam individualmente. São um total de quatro rotinas, cada uma com um aparelho e tempo de 75 a 90 segundos. Cada uma é avaliada nos três quesitos, definindo assim a nota final de cada atleta.
Ginástica Rítmica de Equipes
Já esta categoria conta com equipes de cinco ginastas do mesmo Comitê Olímpico Nacional, com cada uma se apresentando em duas rotinas distintas. Todas usam o mesmo aparelho na primeira, com a segunda sendo uma série mista com dois tipos diferentes.
Além disso, cada rotina tem duração de 150 segundos. Em Paris 2024, a mista consiste em uma apresentação com cinco arcos e outra com três fitas e duas bolas. Para completar, elas são avaliadas com base na dificuldade dos movimentos, na execução técnica e harmonia artística 一 com as notas sendo somadas para definir a classificação final.
Quais países disputarão a Ginástica Rítmica nas Olimpíadas de 2024?
Para os Jogos Olímpicos de 2024 em Paris, os Comitês Olímpicos Nacionais se classificaram com base no desempenho nos campeonatos continentais. No total serão 94 ginastas, com 70 na disputa de conjuntos e outras 24 na individual.
Confira a seguir todos os países classificados às duas categorias de Ginástica Rítmica:
Ginástica Rítmica Individual
Por ser o país sede, a França se classificou automaticamente e será representada por Helena Karbanov. Já o Mundial de Sofia 2022 deu vaga às Olimpíadas para suas medalhistas: Sofia Raffaeli da Itália, Darja Varfolomeev da Alemanha e Stiliana Nikolova da Bulgária.
Para completar, o desempenho no Mundial de Valência de 2023 rendeu às seguintes ginastas as vagas para a Ginástica Rítmica Individual em Paris 2024: Bárbara Domingos do Brasil, Ekaterina Vedeneeva da Eslovênia, Polina Berezina e Alba Bautista da Espanha, Daria Atamanov de Israel e Viktoriia Onopriienko da Ucrânia.
Além delas, Boryana Kaleyn da Bulgária, Takhmina Ikromova do Uzbequistão, Fanni Pigniczki da Hungria, Zohra Aghamirova do Azerbaijão e Annaliese Dragan da Romênia conseguiram vagas no torneio mundial. Para completar, Alemanha e Itália conseguiram duas representantes no torneio: Margarita Kolosov e Milena Baldassarri, respectivamente.
Ginástica Rítmica de Equipes
Assim como na categoria individual, a França garantiu vaga automaticamente por ser sede dos Jogos Olímpicos de 2024. Já o Mundial de Sofia de 2022 classificou Bulgária, Israel e Espanha, enquanto o Mundial de Valência de 2023 deu vagas a Brasil, China, Itália e Ucrânia.
Calendário da Ginástica Rítmica nos Jogos Olímpicos de 2024
Independentemente da categoria, os torneios de Ginástica Rítmica nas Olimpíadas contarão com dois dias de provas. Enquanto no primeiro veremos uma classificatória dividida em duas partes, o segundo mostrará a decisão que premiará as medalhistas da modalidade.
Confira a seguir o calendário completo de Ginástica Rítmica nos Jogos Olímpicos de 2024, que começa no dia 8 de Agosto e termina em 10 de Agosto:
Ginástica Rítmica Individual
- 8 de Agosto: Prova Classificatória (Partes 1 e 2)
- 9 de Agosto: Final
Ginástica Rítmica por Equipes
- 9 de Agosto: Prova Classificatória (Partes 1 e 2)
- 10 de Agosto: Final
Maiores medalhistas olímpicos de Ginástica Rítmica
A Ginástica Rítmica possui uma potência que estará ausente em Paris: a Rússia, que manteve a tradição da União Soviética após sua dissolução em 1991. Sua dominância é tão grande que ela se manterá como a maior vencedora de medalhas de Ouro 一 ela possui quatro a mais que o segundo colocado.
Confira a seguir todas as medalhas de Ginástica Rítmica conquistadas nos Jogos Olímpicos desde 1984:
Ginástica Rítmica Individual
Medalhas de Ouro:
- Rússia: 5
- Israel, Ucrânia, União Soviética e Canadá: 1
Medalhas de Prata:
- Rússia: 3
- Bielorrússia: 2
- Romênia, Bulgária e Espanha: 1
Medalhas de Bronze
- Ucrânia: 4
- Bielorrússia: 2
- Rússia, União Soviética e a Alemanha Ocidental: 1
Ginástica Rítmica de Equipes
Medalhas de Ouro:
- Rússia: 5
- Bulgária e Espanha: 1
Medalhas de Prata:
- Bielorrúsia: 2
- Bulgária, Itália, China e Espanha: 1
Medalhas de Bronze
- Bulgária e Itália: 2
- Bielorrúsia, Grécia e Rússia: 1
Curiosidades sobre Ginástica Rítmica nos Jogos Olímpicos
Desde sua inclusão nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, a Ginástica Rítmica nas Olimpíadas é marcada por uma história repleta de emoção. Conheça a seguir algumas curiosidades da modalidade nestes 40 anos de participação no evento:
1. A Ginástica Rítmica Masculina ainda não é praticada o suficiente para ir aos Jogos Olímpicos
Desde a criação dos Jogos Olímpicos, as mulheres precisaram lutar para conquistarem seu espaço no maior evento esportivo do mundo. E se engana quem pensa que os homens não passam por situação parecida em algumas modalidades 一 é o caso da Ginástica Rítmica. Estamos falando de um esporte que ainda é visto como Feminino e, por isso, o preconceito separa muitos homens dele.
Apesar de existirem campeonatos Masculinos da Ginástica Rítmica ao redor do mundo, eles não atingiram a quantidade necessária para cumprirem a cota de universalidade exigida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Para uma modalidade ir às Olímpiadas, ela precisa ser praticada em pelo menos 70 países e quatro continentes, sendo regulamentada por um órgão.
2. Sempre há um aparelho retirado dos eventos olímpicos
Apesar da Ginástica Rítmica contar com cinco aparelhos que podem ser usados pelas ginastas, nos Jogos Olímpicos eles são apenas quatro. Isso acontece porque a Federação Internacional de Ginástica (FIG) escolhe um deles para ficar de fora por ano. Assim, as cordas foram eliminadas de Paris 2024 一 mesmo caso de Londres 2012.
3. Apenas seis ginastas venceram duas medalhas
A russa Yevgeniya Kanayeva é a única ginasta a vencer duas medalhas de Ouro Individuais, sendo campeã em Pequim 2008 e Londres 2012. Considerando os eventos de conjuntos, suas compatriotas Natalia Lavrova e Anastasia Bliznyuk se juntam à estatística: enquanto a primeira fazia parte das equipes vencedoras em Sydney 2000 e Atenas 2004, a segunda integrou as campeãs em Londres 2012 e Rio 2016.
Outra atleta a conquistar duas medalhas foi a ucraniana Anna Bessonova, que voltou para casa com duas de Bronze em Atenas 2004 e Pequim 2008. Já Alexandra Timoshenko conquistou o Bronze em Seul 1988, pela União Soviética, e o Ouro em Barcelona 1992, defendendo a Equipe Unificada 一 que englobou os países soviéticos naquela edição. Para completar, a russa Alina Kabaeva teve o mesmo desempenho: venceu o Bronze em Sydney 2000 e o Ouro em Atenas 2004.
Aposte na Ginástica Rítmica nos Jogos Olímpicos de 2024 na Blaze!
Dança, ritmo, estética e precisão são os principais elementos que tornam a Ginástica Moderna uma das modalidades mais plásticas das Olimpíadas. Agora você sabe tudo sobre a competição e pode dar uma olhada na página de apostas de Ginástica Rítmica nos Jogos Olímpicos de 2024 para planejar os seus palpites!
Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos de 2024
Também conhecida como Trampolim Acrobático, a Ginástica de Trampolim é uma modalidade esportiva com origem distante: a Idade Média. Lá, o trampolim foi criado para as performances de acrobatas e trapezistas nos circos 一 que sim, são antigos!
Sua origem como esporte, no entanto, foi muito depois: 1934, nos Estados Unidos. Quem decidiu usar a cama elástica para competições esportivas foram os ginastas George Nissen e Larry Griswold, que adaptaram as redes de segurança usadas nos circos. Nela, ginastas saltam a uma altura de mais de oito metros e desafiam a gravidade com acrobacias tão atrativas quanto difíceis.
Devido a popularidade da Ginástica de Trampolim, a dupla passou a comercializar o trampolim e até fornecê-lo de graça para universidades 一 ajudando ainda mais a disseminar a modalidade. Ela foi até usada para treinamento militar, embora seu sucesso com o público tenha feito a modalidade se manter interessante para o público.
Nos Jogos Olímpicos, a Ginástica de Trampolim é disputada em uma cama elástica de 5x3m que fica a 1.15 metros do chão. Oito juízes avaliam os ginastas, com cinco dando notas aos movimentos, dois à dificuldade deles e um sendo o chefe da arbitragem.
Cada atleta realiza duas séries de saltos. A primeira é a série livre, onde é necessário fazer saltos considerados difíceis e ter a melhor execução, com a maior e a menor nota obtidas são descartadas.
Já a série obrigatória começa com saltos preliminares, que ajudam o ginasta a atingir maior altura e ter mais estabilidade no trampolim. Em seguida, vinte elementos técnicos são apresentados, divididos em duas séries de dez.
A história da Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos
Apesar de sua criação em 1934, a Ginástica e Trampolim demorou para integrar os Jogos Olímpicos. Mesmo com a criação da Federação Internacional de Trampolim e a disputa do primeiro campeonato mundial da modalidade em Londres, no ano de 1964, ela seria adicionada nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980.
No entanto, isso não aconteceu devido ao acidente que deixou a soviética Elena Mukhina tetraplégica. Faltando um mês para o evento, ela se acidentou ao tentar fazer o Salto Thomas 一 que seria banido apenas em 2017 por oferecer um risco elevadíssimo de acidentes graves. Preocupado com a integridade dos atletas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) retirou a modalidade do programa olímpico.
Assim, a Ginástica de Trampolim precisou esperar mais duas décadas para fazer parte dos Jogos Olímpicos, oferecendo maior segurança aos atletas. Sydney 2000 marcou a estreia da modalidade com torneios de ambos os gêneros, diferentemente de outros esportes. Desde então, ela foi presença frequente nas Olimpíadas e será disputada pela sétima vez consecutiva.
Modalidades da Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos
Marcado pela emoção das acrobacias dificílimas dos atletas, a Ginástica de Trampolim possui apenas duas categorias nas Olimpíadas de 2024: Masculina e Feminina. Não existe diferença entre ambas, com a mesma estrutura de trampolim feito de uma lona presa a uma armação com molas de aço, responsável por proporcionar o impulso necessário.
Inicialmente, os 32 atletas participam de uma fase classificatória com duas etapas: a de elementos obrigatórios e a apresentação livre. As pontuações são somadas e classificam os oito melhores para a final, que consiste apenas em uma série livre.
Calendário de Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos de 2024
Marcada pelos movimentos acrobáticos difíceis e a enorme dificuldade dos atletas para realizá-los, a Ginástica de Trampolim contará com apenas um dia de provas: 2 de Agosto. Por isso, cuidado para não piscar e perder os eventos!
Confira a seguir a separação de provas de Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos de 2024:
Ginástica de Trampolim Feminino
- 2 de Agosto: Classificatórias e Final
Ginástica de Trampolim Masculino
- 2 de Agosto: Classificatórias e Final
Maiores medalhistas olímpicos de Ginástica de Trampolim
A China é a principal potência da Ginástica de Trampolim, conquistando 14 das 36 medalhas distribuídas 一 quatro delas de ouro. Dong Dong é o principal nome da nação que é a maior medalhista olímpica, com quatro medalhas e o Ouro em Londres 2012.
Apesar deste domínio chinês, outros países contam com destaques importantes. Entre eles o Canadá, com Rosie MacLennan sendo a única a defender o Ouro com sucesso: o conquistou em Londres 2012 e Rio 2016.
Confira a seguir todas as medalhas olímpicas de Ginástica de Trampolim:
Ginástica de Trampolim Masculina
Medalhas de Ouro:
- China e Bielorrúsia: 2
- Rússia e Ucrânia: 1
Medalhas de Prata:
- China e Rússia: 2
- Canadá e Austrália: 1
Medalhas de Bronze:
- China: 3
- Alemanha, Canadá e Nova Zelândia: 1
Ginástica de Trampolim Feminina
Medalhas de Ouro:
- Canadá e China: 2
- Alemanha e Rússia: 1
Medalhas de Prata:
- Canadá e China: 2
- Grã-Bretanha e Ucrânia: 1
Medalhas de Bronze:
- China: 3
- Canadá, Uzbequistão e Grã-Bretanha: 1
Quais países disputarão a Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos de 2024?
A classificação para a ginástica de trampolim nas Olimpíadas de Paris 2024 foi realizada através do Campeonato Mundial de Birmingham 2023, as etapas da Copa do Mundo de 2023-2024 e os Campeonatos Continentais de 2024.
Ao todo, 32 atletas, sendo 16 homens e 16 mulheres, garantiram as suas vagas para competir. A distribuição das vagas é determinada pelos países classificados. As seleções classificadas são:
Ginástica de Trampolim Masculina
China, Grã-Bretanha, Brasil, Estados Unidos, Áustria, Japão, França, Nova Zelândia, Espanha, Cazaquistão, Colômbia, Alemanha e Austrália.
Ginástica de Trampolim Feminina
China, Grã-Bretanha, Brasil, Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Nova Zelândia, Espanha, Azerbaijão, Geórgia e Egito.
Curiosidades sobre a Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos
Com a Ginástica de Trampolim sendo presença recorrente nas Olimpíadas desde 2000, algumas curiosidades marcam a curta história da modalidade no evento:
1. Ginastas precisam seguir um rígido código de vestimenta
Por se tratar de um esporte com certos riscos à integridade física dos ginastas, é proibido que os atletas compitam descalços. Assim, os pés precisam conter sapatilhas de ginástica ou meias cujo comprimento que não ultrapassem o tornozelo.
Além disso, é necessário usar como uniforme um collant que tenha mangas de pelo menos 30% do comprimento do braço, o que ajuda o corpo a ser coberto melhor. Não é permitido usar joias, já que elas podem machucar o atleta em um possível acidente 一 exceto anéis lisos.
2. Apenas três atletas conquistaram mais de uma medalha
Apenas três atletas venceram mais de uma medalha na Ginástica de Trampolim. Na categoria Masculina, isso aconteceu apenas uma vez: o Chinês Dong Dong é o maior medalhista olímpico da modalidade, com o Ouro de Londres 2012, dois Pratas em Rio 2016 e Tóquio 2020 e um Bronze em Pequim 2008.
Já na Feminina, duas canadenses venceram a mesma medalha de maneira consecutiva: Karen Cockburn conquistou a de Prata em Atenas 2004 e Pequim 2008 e Rosannagh MacLennan voltou para casa com o Ouro em Londres 2012 e Rio 2016.
Aposte em Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos de 2024 na Blaze
Repleta de emoção, saltos e giros acrobáticos, uma das modalidades olímpicas mais jovens do evento é um show à parte. Agora que você sabe como ela funciona, dê uma olhada na página de apostas de Ginástica de Trampolim nos Jogos Olímpicos de 2024 na Blaze e prepare a sua aposta!
Levantamento de Peso nos Jogos Olímpicos de 2024
Outro esporte com origem na antiguidade é o Levantamento de Peso que, segundo historiadores, possui seus registros mais antigos em 1.100 a.C. e criação na China Antiga. Na época, o exército selecionava seus recrutas com base em um teste: os que conseguissem erguer pesos de madeira seriam aceitos entre os militares.
Já na Grécia Antiga, a modalidade também conhecida como Halterofilismo até era praticada, embora servisse apenas como parte da preparação para atletas de outros esportes. Essa situação começou a mudar no Século XIX, quando a primeira escola de Levantamento de Peso foi fundada na Áustria 一 e antes disso já fazia parte do programa de circos na Europa e nos Estados.
Em 1887, as primeiras competições foram realizadas na Áustria e acompanhadas pela criação de federações nacionais. Já 1891 viu o primeiro campeonato mundial de Halterofilismo, com atletas de sete países.
Outra presença recorrente nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, o Levantamento de Peso conta com provas em duas categorias: Arranco e Arremesso. Enquanto na primeira o atleta levanta um peso acima do corpo sem pausas, a segunda consiste em levantar a barra na altura do peito e usar a força dos braços e pernas para colocá-la acima da cabeça.
Ou seja: o Levantamento de Peso é uma modalidade que testa a potência muscular dos atletas e demanda técnica, equilíbrio, flexibilidade e foco dos halterofilistas 一 sendo uma modalidade emocionante de acompanhar!
A história do levantamento de peso nos Jogos Olímpicos
Apesar de sua origem há mais de três milênios, o Levantamento de Peso só participou dos Jogos Olímpicos como modalidade na Era Moderna. Com estreia em Atenas 1896, o Halterofilismo contou com eventos usando uma e duas mãos 一 e a adição da prova de Haltere Geral em 1904.
Apenas três edições dos Jogos não contaram com a modalidade: Paris 1900, Londres 1908 e Estocolmo 1912. De volta ao evento em 1920, ela passou a contar com a divisão de categorias com base no peso dos atletas 一 semelhante às lutas.
O Levantamento de Peso sempre foi uma modalidade mais associada aos homens e, por isso, as mulheres demoraram para conquistar o seu espaço. Apenas em Sydney 2000 que as categorias Femininas foram introduzidas, com sete eventos baseados no peso das atletas.
Modalidades de Levantamento de Peso nos Jogos Olímpicos de 2024
Com um total de dez torneios em Paris, o Levantamento de Peso possui a mesma dinâmica nas provas de ambos os gêneros. Há apenas a distinção do peso dos atletas, permitindo que eles atuem com adversários do mesmo nível de força.
No Feminino as categorias variam de até 49 kg, 59 kg, 71 kg, 81 kg e acima de 81 kg. Já as competições Masculinas contam com limites de até 61 kg, 73 kg, 89 kg, 102 kg e acima de 102 kg 一 respectivamente Leve, Médio, Meio Pesado, Pesado e Superpesado.
Nos Jogos Olímpicos, todas as provas consistem em dois tipos de levantamento. Cada um deles é feito três vezes por halterofilista e as melhores notas são somadas para definir o vencedor. As medalhas olímpicas serão dadas a quem tiver as três maiores pontuações combinadas.
Mais difundido no imaginário popular e conhecido como Snatch, o estilo Arranco consiste em erguer um peso que está no chão a uma altura acima do corpo do atleta, que não pode apoiá-lo em nada ou contar com pausas.
Já o estilo Arremesso também é chamado como Clean and Jerk e é mais complexo, começando com o atleta levantando um peso até a altura do peito. Depois de realinhar as pernas e conseguir estabilidade, o atleta deve colocar a barra acima da cabeça e abaixar, mantendo o corpo inteiro imóvel.
Quais países disputarão Levantamento de Peso nos Jogos Olímpicos de 2024?
O Halterofilismo tradicionalmente conta com atletas de uma vasta gama de países, afinal sua representatividade é enorme. Serão 120 atletas de diferentes Comitês Olímpicos Nacionais, divididos igualmente entre ambos os gêneros, e as vagas são conquistadas pela nação 一 que define qual competidor levar.
Assim, um total de 60 países serão representados 一 a Bielorrússia não pode participar da competição e, por isso, Yauheni Tsikhantsou e Siuzanna Valodzka participarão como Atleta Individuais Neutros. Já o cubano Ramiro Mora Romero e o iraniano Yekta Jamali Galeh e o integram a Equipe Olímpica de Refugiados, embora seus países contem, respectivamente, com Ayamey Medina e Ali Davoudi e Mirmostafa Javadi.
Desta forma, os países classificados são Argélia, Armênia, Austrália, Bahrein, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Catar, Taipei, Colômbia, Cuba, Egito, Equador, Estados Unidos, Estônia, Filipinas, França, Geórgia, Grã-Bretanha, Guam, Ilhas Marshall, Índia, Indonésia, Iraque, Itália, Japão, Kiribati, Letônia, Líbia, Madagascar, Malásia, México, Mongólia, Nigéria, Noruega, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Polônia, Síria, Coréia do Sul, Moldova, República Dominicana, Irã, China, Romênia, Samoa, Tailândia, República Tcheca, Tunísia, Turcomenistão, Turquia, Ucrânia, Uzbequistão, Vanuatu, Venezuela e Vietnã.
Principais favoritos à medalha de Ouro de Levantamento de Peso
Na Entre os principais favoritos à medalha de Ouro de Levantamento de Peso Feminino vale destacar três nomes:
- Zhihui Hou (China): Campeã olímpica na categoria Peso Leve em Tóquio 2020, a chinesa vem dominando campeonatos mundiais e continentais. Reconhecida pela técnica impressionante e força excepcional, é candidatíssima ao título.
- Chanu Saikhom Mirabai (Índia): Velha conhecida de Zhihui Hou e vice-campeã em Tóquio 2020, a indiana é um dos principais nomes do país mais populoso do mundo no esporte. Será que ela levará a melhor desta vez?
- Surodchana Khambao (Tailândia): Reconhecida por sua força excepcional, a tailandesa é candidata a surpresa em Paris 2024. Apesar de não ter participado de Tóquio 2020, ela vem tendo bom desempenho nos últimos anos e venceu o mundial de 2021.
Já no Halterofilismo Masculino, três atletas se destacam como principais candidatos ao título:
- Rizki Juniansyah (Indonésia): Destaque indonésio na modalidade e conhecido por um currículo vencedor, ele é o atual campeão mundial da categoria de 73 kg. Sem dúvidas, o atleta é um nome para ficar de olho em Paris.
- Shi Zhiyong (China): Experiente e com duas medalhas de Ouro em Rio 2016 e Tóquio 2020, o chinês vem de boas campanhas no Campeonato Asiático e no Campeonato Mundial.
- Ritvars Suharevs (Letônia): Vindo da medalha de Ouro no Campeonato Europeu de 2023, o letão é elogiado pela disciplina e força física e tenta o seu primeiro pódio nos Jogos Olímpicos.
Calendário de Levantamento de Peso nos Jogos Olímpicos de 2024
Entre as últimas modalidades a começarem nas Olimpíadas de Paris: as provas serão realizadas entre 7 e 11 de Agosto, com uma de cada gênero por dia. Confira a seguir o calendário completo do Halterofilismo nos Jogos Olímpicos de 2024:
48 kg Feminino
- 7 de Agosto: Final
59 kg Feminino
- 8 de Agosto: Final
71 kg Feminino
- 9 de Agosto: Final
81 kg Feminino
- 10 de Agosto: Final
Acima de 81 kg Feminino
- 11 de Agosto: Final
61 kg Masculino
- 7 de Agosto: Final
73 kg Masculino
- 8 de Agosto: Final
89 kg Masculino
- 9 de Agosto: Final
102 kg Masculino
- 10 de Agosto: Final
Acima de 102 kg Masculino
- 11 de Agosto: Final
Maiores medalhistas olímpicos de Levantamento de Peso
Desde sua estreia em 1896, o Levantamento de Peso distribuiu um total de 680 medalhas: 229 de Ouro, 226 de Prata e 225 de Bronze. Apenas 129 delas foram para mulheres, afinal as categorias Femininas só foram introduzidas em 2000.
Confira a seguir os principais medalhistas de Halterofilismo nos Jogos Olímpicos:
Quadro geral de medalhas de Levantamento de Peso
Medalhas de Ouro:
- China e União Soviética: 39
- Estados Unidos: 16
- Bulgária: 12
Medalhas de Prata:
- União Soviética: 21
- China: 15
- Bulgária e Estados Unidos: 17
Medalhas de Bronze:
- Polônia: 22
- Estados Unidos: 13
- Japão: 10
Levantamento de Peso Masculino
Medalhas de Ouro:
- União Soviética: 38
- China: 22
- Estados Unidos: 14
Medalhas de Prata:
- União Soviética: 21
- Bulgária: 16
- Estados Unidos: 14
Medalhas de Bronze:
- Polônia: 21
- Alemanha Ocidental e Hungria: 9
- China, Estados Unidos e Japão: 8
Levantamento de Peso Feminino
Medalhas de Ouro:
- China: 17
- Tailândia: 5
- Taipei: 4
Medalhas de Prata:
- Coreia do Norte: 5
- Indonésia: 4
- Coreia do Sul e Rússia: 3
Medalhas de Bronze:
- Tailândia: 5
- Indonésia: 4
- Estados Unidos: 3
Curiosidades sobre Levantamento de Peso nos Jogos Olímpicos
Outro esporte que participou dos Jogos Olímpicos desde o início da Era Moderna, o Halterofilismo possui histórias curiosas. Conheça algumas curiosidades do Levantamento de Peso nas Olímpiadas:
1. O medalhista que precisou raspar a cabeça para conquistar o Ouro
Competições com categorias definidas pelo peso dos atletas costumam contar com um controle rígido de quanto cada competidor pesa. Às vezes o halterofilista precisa fazer coisas inusitadas para se encaixar 一 Charles Vinci que o diga.
Em Melbourne 1956, o norte-americano estava 680 gramas acima do limite da categoria Galo a algumas horas da pesagem. Vinci correu uma hora para perder peso e ainda estava 212 gramas acima e fez uma coisa inusitada: cortou todo o cabelo.
E sabe de uma coisa? Deu certo. O atleta conseguiu competir e foi medalhista de Ouro. Para melhorar ainda mais, ele quebrou o recorde mundial da época ao levantar um peso de 342.5 kg.
2. Critérios de desempate que geraram controvérsias
Por ser uma modalidade definida por notas de juízes, algumas decisões de Levantamento de Peso geraram polêmica. Na estreia do esporte em Atenas 1896, o dinamarquês Viggo Jensen empatou com o britânico Launceston Elliot em pontos, com ambos levantando 111.5 kg. Melhor para Jensen, que ficou com o ouro porque os juízes disseram que ele tinha um estilo de levantamento superior.
Outro empate icônico foi nos Jogos da Antuérpia, em 1920, entre o italiano Pietro Bianchi e o sueco Albert Pettersson disputando a medalha de Bronze. Após levantarem um total de 235 kg, os juízes realizaram um sorteio que deu a honraria a Bianchi.
Aposte em Levantamento de Peso nos Jogos Olímpicos de 2024 na Blaze
Prepare-se para uma das competições que mais testam a força física e mental dos atletas. Agora você sabe como a competição funciona, os principais favoritos e o que esperar. Dê uma olhada na página de apostas de Levantamento de Peso nos Jogos Olímpicos na Blaze e boa sorte!
Aposte nos Jogos Olímpicos de 2024 na Blaze!
Tradição, força física e resistência são os principais destaques das categorias de Ginástica nas Olimpíadas. Seja na plasticidade da Artística, as acrobacias da de Trampolim ou as apresentações com equipamentos da Rítmica, você pode ter certeza que terá muita emoção em Paris!
E esporte e palpites emocionantes são algo que entendemos, preparamos nosso guia de apostas dos Jogos Olímpicos de 2024 com todas as dicas e estratégias para você apostar com segurança, responsabilidade e assertividade!